Secretaria Municipal de Educação, a Semed, informou, nesta quarta-feira (26), que acompanha o caso da professora Emy Matheys Santos, 25 anos, em Campo Grande. Ela é transexual e fora alvo de ataques de políticos conservadores, como Nikolas Ferreira, após encenar com alunos vestida de boneca Barbie.
”A Secretaria Municipal de Educação informa que a servidora encontra-se de licença médica. Em consonância com a legislação vigente, a secretaria abriu o procedimento de apuração dos fatos”, diz nota do órgão.
Nikolas impulsionou ataques, diz professora trans (Foto: Repórter Top e Reprodução The Intercept Brasil)
Medo
Ao site The Intercept Brasil e nas redes sociais, Emy se diz ameaçada e alvo de transfobia. Ela pediu licença médica e diz ter medo até de sair de casa. O estopim da fúria conservadora, garante a docente, surgiu após postagem do deputado Nikolas, que insinuou que trans e travestis miram sempre o público infantil em suas apresentações.
”Porque (sic) nunca em asilos? Ou para doentes? Ou sem teto? Porque é sempre para crianças?”, postou o deputado mineiro, fiel aliado de Jair Bolsonaro. A partir dessa mensagem, pais de alunos da Escola Municipal Irmã Irma Zorzi teriam ido à unidade de ensino fazer ataques transfóbicos.
Conforme postagens no Instagram, a professora teria ido à Defensoria Pública e ao Ministério Público Estadual. Ela recebeu apoio de diversas entidades ligadas ao universo LGBT e da deputada federal Camila Jara (PT).
Entenda o caso
A coordenação da escola solicitou aos docentes que fizessem uma dinâmica pedagógica com alunos, em razão da volta às aulas, a partir de 10 de fevereiro deste ano. Foi sugerida atividades lúdicas, com os professores fantasiados e Emy se vestiu de boneca Barbie.
Cortes de vídeos feitos da apresentação em sala de aula, de alunos de sete anos, não consta nenhuma referência a sexo ou qualquer ato de desrespeito com os pequenos. Uma das gravações mostra a classe interagindo com a docente, aparentemente tranquilos e felizes.
Assim que os registros da apresentação caíram nas redes sociais, a professora de Artes passou a ser alvo de políticos locais, como os vereadores Rafael Tavares, André Salineiro e o deputado João Henrique Catan, todos do PL. No entanto, foi no dia seguinte, 12 de fevereiro, que a onda de críticas a docente ganhou força, com a manifestação de Nikolas.
À época, a Semed disse que a atividade em questão fazia parte dos procedimentos pedagógicos da escola e que é comum professores se fantasiarem nessas dinâmicas.
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